Hoje não sai da minha cabeça a musiquinha de um disco de história infantil que foi produzido pelas Lojas Pernambucanas, nos anos 80, em alguma promoção. A hisória narrada era "A primeira roupinha", talvez a precursora de uma das propagandas mais conhecidas da rede "não adianta bater, eu não deixo você entrar...".

Eu tenho poucas lembranças nítidas da infância e a gente nunca sabe porque algumas coisas marcam tanto a gente. Já busquei pela internet e não encontrei referências a essa história e a essa musiquinha, que faz parte dela, cantada para apresentar um dos principais personagens: o Sapo Papudo. A musiquinha era assim:
"Eu sou o Sapo Papudo
E pulo pra frente e pra trás
Papudo virou o meu nome
Porque dizem que falo demais"
Tinha que cantá-la hoje!!! hahaha
Quem sabe um dia alguém mais se lembra dela, faz uma busca na internet e vai encontrar aqui... mais alguém que guarda essa lembrança!


Das atuações maravilhosas à fotografia. Da direção sensível a um roteiro que inquestionavelmente. trouxe muito da própria linguagem de J.M.Barrie para o filme. Assim como a obra original, o filme tem uma aura de tristeza, o sofrimento da perda explícito e implícito, que pode ser suportada pela mágica da fantasia. E trata-se aqui da fantasia que é o ouro puro resultante da imaginação, da não-disfarçada analogia à criança que não quer crescer, porque as crianças permitem-se sonhar livremente sem amarras ao "possível". E os adultos esquecem que as crianças sofrem. E esquecem que era muito mais fácil superar a dor quando acreditávamos em fadas. Porque quem acredita em fadas pode acreditar em qualquer coisa e pode fazer tudo quando acredita... O filme é arte pura, beleza e sutileza. É um daqueles para guardar em posição de destaque na prateleira, pois no coração, não tem jeito, já ficou.